Entrevista: José Antônio Sanches Júnior - Presidente da SBD


Uma das metas da diretoria da SBD: valorização e defesa da especialidade

 

A diretoria da SBD,  gestão 2017-2018, completa seis meses e o presidente José Antônio Sanches Júnior fala dos trabalhos e resultados até agora.

A gestão da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da qual o senhor é presidente, acaba de completar seis meses e existe um grande empenho na defesa profissional do dermatologista. Fale um pouco sobre as ações que foram tomadas nesse sentido.

 Entre as várias ações que nossa gestão vem assumindo na defesa da especialidade é importante citar: o esclarecimento ao público leigo sobre a amplitude da atuação do médico dermatologista e sua importância no papel da prevenção por meio de campanhas no nosso site e nas nossas redes sociais, cujos temas vão desde o diagnóstico e o tratamento das doenças da pele, cabelos e unhas até a execução de procedimentos cosmiátricos. Além disso, a  luta contra a execução de procedimentos médicos dermatológicos por profissionais não médicos, como esteticistas, enfermeiros, biomédicos e  odontólogos, é também uma de nossas principais metas.

 Um modo de valorizar o dermatologista é sensibilizando a população sobre a importância do especialista. As redes sociais, a mídia tradicional e os próprios profissionais em seus locais de trabalho podem contribuir para essa sensibilização?

Temos sido orientados pela nossa assessoria de imprensa e por uma consultoria jurídica especializada sobre a necessidade de estarmos valorizando o dermatologista por meio de seu trabalho e defendendo o  seu campo de atuação. E as mídias, todas elas, são fundamentais para que essa orientação dê resultado.

A diretoria executiva da SBD está se reunindo com os chefes dos Serviços Credenciados de todo o Brasil. O objetivo é escutá-los sobre o desenvolvimento do ensino médico em dermatologia. Qual a importância dessas conversas para o dermatologista em formação e para o futuro da especialidade?

Dentre vários objetivos, o principal é a proposição de uma do conteúdo programático mínimo para a formação do especialista. Essa discussão é importante para que haja uma formação uniforme em todo o país e que contemple toda a amplitude da especialidade.

Uma gestão participativa é importante para a SBD?

Sem dúvida. A diretoria eleita representa seus associados e fica responsabilizada pela gestão executiva da SBD. Tem que ouvir os representantes regionais como os presidentes das regionais, os chefes de serviços e principalmente as demandas dos associados.

Falando em futuro, quais são os principais desafios da SBD e da dermatologia, de uma maneira geral?

No meu entender temos que resgatar a dermatologia na sua essência mais clínica, intrinsecamente ligada à medicina interna. Isto acaba nos levando a uma reflexão sobre temas já discutidos anteriormente como valorização profissional, defesa profissional e, sem dúvida, uma luta por uma melhor remuneração das consultas e dos procedimentos dermatológicos por parte do SUS e da saúde suplementar.