Escova progressiva, alisantes e formol

A Escova Progressiva é um método de alisamento capilar muito em moda atualmente, como um dia foram também a Escova Francesa, o Alisamento Japonês, a Escova Definitiva e outros. Tais métodos referem-se ao alisamento do cabelo, e não são registrados na anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Apenas os produtos utilizados nesses procedimentos necessitam de […]

01-abr-2018

A Escova Progressiva é um método de alisamento capilar muito em moda atualmente, como um dia foram também a Escova Francesa, o Alisamento Japonês, a Escova Definitiva e outros. Tais métodos referem-se ao alisamento do cabelo, e não são registrados na anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Apenas os produtos utilizados nesses procedimentos necessitam de registros. O formol é uma solução de formaldeido, matéria-prima com uso permitido em cosméticos em dois únicos casos:
1.     como conservante, em concentração de até 0,2%;
2.     como agente endurecedorde unhas (até 5%)
O uso do formol com função diferente destas e em limites acima dos permitidos pode causar danos à saúde. É importante deixar bem claro que a utilização do formol em alisamento capilar é proibida pela anvisa, independente da concentração utilizada.
Além disso, o produto é considerado cancerígeno pela OMS (Organização Mundial da Saúde) por exposição prolongada, podendo causar câncer da boca, das narinas, pulmão, sangue e cabeça.   Mais comuns são as seguintes reações:
. pele: irritação, vermelhidão, dor, queimadura;
. cabelos: queda de cabelos, fragilidade capilar;
. olhos: irritação, vermelhidão, dor, lacrimejamento, visão embaraçada;
. inalação: câncer do aparelho respiratório, dor de garganta, e nariz, tosse, feridas e edema pulmonar.
.exposição crônica:hipersensibilidade levando às dermatites, reação alérgica
Lembre-se: quanto maior a concentração e a freqüência do uso do formol, maiores os riscos.
Procure sempre produtos com registro na Anvisa.
Não se deve utilizar o formol com finalidades e concentração diferentes das permitidas.
Os alisantes tradicionais, tais como o triglicolato de amônio e o hidróxido de sódio, oferecem menos riscos à saúde.

Ivan Curtiss Silviano Brandão
Médico dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia