Hanseníase

A hanseníase, antes conhecida como lepra, é doença infecciosa de longa duração que atinge a pele e os nervos periféricos. Se não tratada, pode levar a incapacidades físicas e deformidades. &nbsp

30-jul-2013

A
hanseníase, antes conhecida como lepra, é doença infecciosa de longa
duração que atinge a pele e os nervos periféricos. Se não tratada, pode
levar a incapacidades físicas e deformidades. Apesar de haver tratamento
desde 1940, considerável preconceito e estigma cercam a doença, ainda
hoje um dos grandes problemas de saúde pública no Brasil.
A doença é causada por uma bactéria que
penetra no organismo pela respiração. Roupas e objetos pessoais do
doente não transmitem a hanseníase. A fonte de contágio é o portador da
doença que não está em tratamento, mas nem todas as formas de hanseníase
são contagiosas. As pessoas que convivem na mesma casa com o doente são
mais propensas a adoecer do que a população em geral.

As manifestações mais comuns da
hanseníase são as manchas de pele, claras ou avermelhadas, que mostram
alteração da sensibilidade, ou seja, são dormentes ou anestésicas; não
costumam doer, nem coçar. Podem ser únicas ou múltiplas e acometem
qualquer parte do corpo. Também podem aparecer caroços, além de
dormência nas mãos e nos pés.
O tratamento é ambulatorial, feito
gratuitamente nos postos de saúde, tem duração de seis a 12 meses.
É
importante salientar que a hanseníase tem cura e que durante o
tratamento os pacientes devem manter o convívio familiar normal, além de
suas atividades rotineiras de trabalho e lazer. Não é necessário
isolamento dos doentes.
Não existe vacina para a hanseníase.
Por isso, a melhor maneira de prevenir a doença é o tratamento da pessoa
doente, o exame das pessoas que moram com o doente, de modo a descobrir
se alguém mais está doente, e a informação da população sobre os sinais
e sintomas da hanseníase.
Quanto mais precoce for o diagnóstico e o tratamento, mais rápido se obtém a cura.
Se todos, profissionais de saúde e
população, forem melhor informados sobre a hanseníase, os diagnósticos
serão mais precoces e os tratamentos mais adequados, antes de se
desenvolverem incapacidades e deformidades, tendo conseqüência a redução
do preconceito e do estigma em relação à doença.
 

Ana Regina Coelho de Andrade
Médica dermatologista pelo Hospital das Clínicas da UFMG