Hanseníase

A hanseníase, antes conhecida como lepra, é doença infecciosa de longa duração que atinge a pele e os nervos periféricos. Se não tratada, pode levar a incapacidades físicas e deformidades. Apesar de haver tratamento desde 1940, considerável preconceito e estigma cercam a doença, ainda hoje um dos grandes problemas de saúde pública no Brasil. A […]

01-maio-2018

A hanseníase, antes conhecida como lepra, é doença infecciosa de longa duração que atinge a pele e os nervos periféricos. Se não tratada, pode levar a incapacidades físicas e deformidades. Apesar de haver tratamento desde 1940, considerável preconceito e estigma cercam a doença, ainda hoje um dos grandes problemas de saúde pública no Brasil. A doença é causada por uma bactéria que penetra no organismo pela respiração. Roupas e objetos pessoais do doente não transmitem a hanseníase. A fonte de contágio é o portador da doença que não está em tratamento, mas nem todas as formas de hanseníase são contagiosas. As pessoas que convivem na mesma casa com o doente são mais propensas a adoecer do que a população em geral.
As manifestações mais comuns da hanseníase são as manchas de pele, claras ou avermelhadas, que mostram alteração da sensibilidade, ou seja, são dormentes ou anestésicas; não costumam doer, nem coçar. Podem ser únicas ou múltiplas e acometem qualquer parte do corpo. Também podem aparecer caroços, além de dormência nas mãos e nos pés. O tratamento é ambulatorial, feito gratuitamente nos postos de saúde, tem duração de seis a 12 meses.
É importante salientar que a hanseníase tem cura e que durante o tratamento os pacientes devem manter o convívio familiar normal, além de suas atividades rotineiras de trabalho e lazer. Não é necessário isolamento dos doentes. Não existe vacina para a hanseníase. Por isso, a melhor maneira de prevenir a doença é o tratamento da pessoa doente, o exame das pessoas que moram com o doente, de modo a descobrir se alguém mais está doente, e a informação da população sobre os sinais e sintomas da hanseníase. Quanto mais precoce for o diagnóstico e o tratamento, mais rápido se obtém a cura. Se todos, profissionais de saúde e população, forem melhor informados sobre a hanseníase, os diagnósticos serão mais precoces e os tratamentos mais adequados, antes de se desenvolverem incapacidades e deformidades, tendo conseqüência a redução do preconceito e do estigma em relação à doença.  

Ana Regina Coelho de Andrade Médica dermatologista pelo Hospital das Clínicas da UFMG