Micose das unhas

A “micose da unha” ou Onicomicose consiste na infecção das unhas, das mãos ou dos pés, causada por fungos.   É a doença mais comum das unhas, correspondendo a 40% de todos os problemas ungueais.  

30-jul-2013

A “micose da unha” ou Onicomicose consiste na infecção das unhas, das mãos ou dos pés, causada por fungos.
 
É a doença mais comum das unhas,
correspondendo a 40% de todos os problemas ungueais. Algumas situações
favorecem o surgimento de micose nas unhas dos pés, tais como: o
envelhecimento, o tabagismo, a presença de doença vascular, o Diabetes,
os traumas recorrentes nas unhas (como ocorre em maratonistas e
corredores, por exemplo), a presença repetida e constante de micose nos
pés e a história de micose em familiares.
 

Apesar de tratar-se do problema de unha
mais comum, nem toda alteração ungueal é sinônimo de micose. Outras
doenças podem imitá-la, como, por exemplo, é o caso da Psoríase e das
chamadas “unhas frágeis”, que são resultantes do desgaste das unhas,
causadas pelo trabalho diário (ato de secar e molhar as mãos
constantemente, por exemplo) e pelo ressecamento das unhas, resultante
da baixa umidade do ar, comum em algumas épocas do ano.
 

Os háluces, conhecidos popularmente
como “dedões”, são os dedos dos pés mais afetados pela micose. Ela
manifesta-se com a mudança de cor da unha, geralmente amarelada, no
canto, no local onde ela é cortada. Posteriormente, ela torna-se
“grossa”, quebradiça e descola do leito. Pode ocorrer descamação ou a
presença de manchas brancas. À medida em que a micose torna-se mais
antiga e a unha quebradiça, surge a possibilidade de encravamento,
provocando dor e inflamação. 
Outra forma diferente de micose de
unha, comum nas unhas das mãos, é a candidíase. Ela ocorre em
trabalhadores que têm muito contato com água e produtos químicos, como
as “donas de casa”, copeiros, lavadeiras, etc. Nesta forma de
onicomicose, ocorre uma inflamação da pele próxima à cutícula, com a
presença de pus. Posteriormente, a unha apresenta alteração da cor,
ondulações e descolamento. Nestes casos, contudo, a causa principal é o
contato com a água e com produtos químicos de limpeza domésticos, que
provocam um processo alérgico, o qual é seguido pela infecção bacteriana
e pelo fungo cândida.
 

Existem diferentes tipos de fungos, com
comportamentos variados, que podem provocar micose nas unhas. O
conhecimento do fungo é importante para podermos indicar o tratamento
correto e, conseqüentemente, obter o sucesso. Por esta razão, é
fundamental a realização de exame laboratorial para confirmar o
diagnóstico de micose.
 

Ao contrário do que algumas pessoas
pensam atualmente, existem excelentes medicamentos para o tratamento das
micoses. Como já foi relatado, é importante ter a certeza do
diagnóstico, pois uma característica peculiar do seu tratamento é a
longa duração, em especial a dos pés. Portanto, é necessário ter
paciência, pois, para se obter um bom resultado, é preciso fazer o
tratamento por alguns ou muitos meses. Os medicamentos tópicos,
aplicados sobre as unhas, em forma de creme, pomadas ou soluções não têm
um bom desempenho. Para que atue de maneira eficiente sobre as unhas, é
necessário que o medicamento apresente-se na forma de um esmalte, pois o
verniz, desta apresentação, propicia que a droga permaneça maior tempo
em contato com a unha e destrua os fungos. Já os medicamentos orais são
muito eficientes e as novas gerações apresentam menos efeitos colaterais
do que os antigos existentes. A escolha do tratamento tópico ou oral,
ou ambos, deve ser realizada pelo dermatologista, para que atinja
índices de cura altos, que corresponde em torno de 85% dos casos. A
ocorrência de recidiva, ou seja, o reaparecimento da micose não é rara.
 Algumas medidas podem prevenir as recidivas: manter os pés limpos e
secos; usar meias de algodão ou de tecido absorvente; aplicar pós
anti-sépticos sobre os pés, diariamente; manter as unhas curtas; não
usar o mesmo cortador para as unhas sadias e doentes; evitar usar
cortadores e materiais de unha de origem desconhecida ou não
esterilizados adequadamente; evitar ficar descalço em locais com grande
quantidade de fungos (carpetes, banheiros de clube, vestiários, saunas e
beiradas de piscinas); não usar calçados apertados e evitar o uso de
calçados de bico fino; procurar o tratamento para os familiares com
micose.
 

Glaysson Tassara Tavares

Médico dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia