Prevenção de estrias

Estrias são cicatrizes lineares e atróficas (com diminuição da espessura da pele). As causas das estrias são desconhecidas, mas fatores genéticos, hormonais e um aumento de tensão na pele, como ocorre

30-jul-2013

Estrias são
cicatrizes lineares e atróficas (com diminuição da espessura da
pele). As causas das estrias são desconhecidas, mas fatores genéticos,
hormonais e um aumento de tensão na pele, como ocorre quando há um
aumento de peso, parecem estar envolvidos. Há uma ruptura do tecido
elástico e conjuntivo da pele, formando assim, as cicatrizes.

 As estrias geralmente são assintomáticas, mas coceira leve pode
ocorrer no local, na época do surgimento destas. Portanto, o incômodo
principal das estrias é estético. Inicialmente podem ser róseas ou
arroxeadas e depois se tornam esbranquiçadas. No início também podem ser
ligeiramente elevadas em relação a pele e posteriormente se tornam
atróficas. Se localizam principalmente nas mamas, nádegas, abdome e
coxas no sexo feminino e nos braços e costas no sexo masculino.

Ocorrem com maior freqüência durante a gravidez, uso inadequado de
corticóides tópicos, uso prolongado ou em altas doses de corticóides
sistêmicos, doenças endócrinas como a síndrome de Cushing, doenças
genéticas como a síndrome de Marfan, adolescência, obesidade, pacientes
que realizam exercícios físicos exagerados com grande aumento da massa
muscular, após cirurgia para aumento da mama (prótese de silicone) e em
outras situações mais raras.

Na gravidez ocorre em 50 a 80% das grávidas, surgindo mais comumente
no último trimestre. Parece relacionar-se com aumento rápido de peso ou
grande distensão do abdome e/ou mama. Fatores genéticos parecem também
estar envolvidos, sendo mais freqüentes em grávidas com história de
estrias nas coxas e mamas surgidas durante adolescência ou com
familiares que também apresentam estrias. O grande aumento de hormônios
também propicia o surgimento de estrias durante a gravidez.

Na adolescência, relaciona-se principalmente com crescimento e/ou
aumento de peso rápidos e com a grande produção hormonal que ocorre
nesta fase. Ocorre em 70% das mulheres e em cerca de 40% dos homens.

Infelizmente os tratamentos existentes até o momento são
insatisfatórios. As estrias são cicatrizes, portanto nenhum tratando é
capaz de fazer com que elas desapareçam, conseguindo no máximo torná-las
menos aparentes. Qualquer tentativa de tratamento deve ser realizada
por um médico dermatologista habilitado e que não ofereça falsas
expectativas ao paciente. Complicações podem ocorrer, como formação de
manchas e cicatrizes mais evidentes, portanto, muita cautela na escolha
do tratamento é necessária.

Em todas as formas de tratamento existentes, o resultado é
melhor nas estrias recentes, ainda avermelhadas, e quase nulo nas
estrias antigas, brancas. Cremes a base de ácido retinóico, glicólico ou
vitamina C, “peelings” com ácidos, microdermoabrasão, fototerapia,
vários tipos de laser ou outras fontes de luz podem ser tentados. 

Em relação à prevenção, é necessário ter em mente os fatores
relacionados com o aparecimento das estrias. Deve-se evitar aumento de
peso ou aumento excessivo da massa muscular, principalmente em períodos
mais críticos como na adolescência e gravidez. O uso de cremes e
massagens durante a gravidez parece diminuir a incidência das estrias,
portanto deve ser estimulado. 

Luciana Baptista Pereira
Médica Dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia