Unha Encravada

A Unha Encravada ou Onicocriptose é resultante da penetração do canto da unha na pele vizinha do dedo, que gera dor e inflamação, atrapalhando a qualidade de vida do portador desta lesão. 

29-jul-2013

A
Unha Encravada ou Onicocriptose é resultante da penetração do canto da
unha na pele vizinha do dedo, que gera dor e inflamação, atrapalhando a
qualidade de vida do portador desta lesão.
 
A maioria das pessoas desconhece que a
unha é um apêndice da pele e que, portanto, o dermatologista é o médico
especialista para tratar dos seus problemas. Outro fato não conhecido
pelas pessoas é que existe tratamento para a unha encravada, com índices
de cura superiores a 95% dos casos.
 
Alguns fatores podem contribuir para o encravamento da unha, quais sejam:
 
 

1-Excesso de pele na região vizinha da unha ou, ao contrário, a unha muito larga.

2-Corte inadequado da unha. O ato de
cortar os cantos das unhas predispõe a permanência de alguma “quina” de
unha, que pode encravar na pele vizinha. A unha deve ser cortada de
forma reta, mesmo nos cantos.

3-Uso de calçados apertados, o que
aumenta a pressão entre o dedo e a unha, provocando o encravamento. Não é
raro nos depararmos com pessoas que, mesmo sem perceberem, utilizam
calçados menores do que aqueles indicados para os seus pés.

4-Traumatismo na unha, por exemplo,
qualquer “pancada ou pisão no pé”, que pode levar a unha a penetrar e
machucar a pele vizinha.

5-Obesidade, pois, aumenta a pressão
sobre os dedos e gera um maior conflito entre a pele e a unha. De forma
semelhante, a gravidez, pois, aumenta a pressão com subseqüente  edema
(inchaço) dos pés.

7-A hiperidrose ou aumento da sudorese dos pés.

8-A micose pode causar uma deformidade das unhas e, algumas vezes, faz com que as mesmas  se encurvem e passem a encravar.

9-Problemas de origem ortopédica podem predispor ao encravamento, como, por exemplo, o pé “chato” (pé plano).
 

A ocorrência de unha encravada, na
idade entre 14 e 18 anos, é chamada de Unha Encravada Juvenil, sendo uma
das formas mais comuns. Contudo, ela pode se manifestar em qualquer
idade. Os dedos mais suscetíveis ao encravamento são os háluces,
conhecidos como os “dedões dos pés”.
Existem 3 graus de encravamento da unha:
 

Grau I – há a presença de dor, diante de pressão decorrente do toque ou do próprio calçado. Pode ocorrer leve avermelhamento,  

Grau II – Dor e vermelhidão maiores, mais o surgimento de secreção,  

Grau III – os sintomas descritos
anteriormente, manifestados de forma mais exuberante, além da presença
de granuloma, que é citado pelos pacientes como “carninha esponjosa na
beirada do dedo” e de aumento da pele vizinha.
 

O tratamento da unha encravada
dependerá do grau diagnosticado. Porém, algumas medidas são
aconselháveis, em qualquer dos casos. A boa higiene dos pés é
fundamental e deve ser realizada a limpeza da unha encravada com
sabonete anti-séptico. Na presença de sinais de inflamação, quais sejam,
vermelhidão, dor, aumento da temperatura local, secreção, comuns no
encravamento, está indicada a realização de compressas com água morna.
Deve-se tomar o cuidado para não usar água fervendo, para evitar
queimadura. 

Para os pacientes portadores de grau I,
podem ser utilizados tratamentos conservadores, como a introdução de um
algodão estéril entre a unha que está encravando e a pele inflamada.
Outra opção é a utilização dos chamados clips ou órteses, que
levantam o canto acometido pelo encravamento, provocando o alívio da
dor. Este tipo de tratamento deve ser realizado por profissional com
formação adequada. 

A remoção do canto da unha encravada,
frequentemente utilizada, mostra-se eficaz em menos de 30% dos casos,
sendo que nos demais, o encravamento retornará, com o crescimento da
unha.
 

Para os pacientes portadores de unha
encravada – grau II e III – a melhor opção é o tratamento cirúrgico,
realizado por médico. Na cirurgia, o canto encravado da unha deve ser
removido e a matriz (a raiz) da unha correspondente deve ser destruída,
para que a unha, neste canto, não cresça, evitando novo encravamento.
Existe mais de uma técnica para o tratamento cirúrgico, sendo a mais
aceita, segundo a literatura médica, a técnica da fenolização, que
apresenta índices de cura maiores do que 95%  dos casos.
 

Glaysson Tassara Tavares

Médico dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia