Última Reunião Científica de 2017 apresenta programação de excelente qualidade


A última Reunião Científica de 2017 da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Minas Gerais (SBD-MG) foi no sábado, 7 de outubro, quando dermatologistas e residentes acompanharam as aulas e discussões que aconteceram no Hotel Mercure Lourdes, em Belo Horizonte. O encontro teve as participações da dermatologista paulista Sílvia Marcondes, do clínico geral Luiz Oswaldo Rodrigues e dos dermatologistas mineiros Maria de Fátima Borges e Daniel Gontijo Ramos, além das apresentações de casos clínicos realizadas pelos residentes dos Serviços Credenciados pela SBD.

Iniciando a Reunião Científica, as residentes de Dermatologia do Hospital da Polícia Militar Juliana Souza Alcântara e Bárbara Bravo Cruz Leite apresentaram, respectivamente, os casos clínicos “Dermatose Pustulosa Subcórnea” e “Fasciite Eosinofílica”. Representando o Hospital das Clínicas da UFMG, Sara Zuculin falou sobre “Xantogranuloma Juvenil” e Renan Bernardes de Melo sobre “Xantogranuloma necrobiótico”. Da Santa Casa de Misericórdia de BH, os casos clínicos apresentados foram “Osteoma Miliar da Face”, por Talita Vieira Kfuri, e “Lupus Eritematoso Neonatal”, por Júlia Campos dos Reis Galvão.

Especialista em Dermatologia geriátrica, a médica Sílvia Marcondes ministrou duas aulas. A primeira delas sobre o “Prurido no idoso”. Segundo Sílvia, 83% das pessoas acima de 80 anos se queixam de algum tipo de prurido, que quase sempre é multifatorial. Em uma apresentação muito rica, a dermatologista paulista apresentou as causas dermatológicas e sistêmicas que podem levar ao prurido, como é a abordagem com um idoso e como tratar. “O prurido é sempre um desafio, lesões parecidas podem ter diagnósticos diferentes”, disse. A conduta em pacientes em cuidados paliativos foi o assunto da segunda aula de Sílvia Marcondes, que iniciou falando sobre o aumento crescente da população idosa e que os únicos profissionais médicos que não atendem a população mais velha são os obstetras e os pediatras. Ela explicou que os cuidados paliativos não são somente para quem está em fase terminal, mas servem para aliviar, atenuar uma doença. Para Sílvia, todo o processo de cuidado deve ser discutido com o paciente e a família e a compaixão é extremamente importante.

“Neurofibromatose: o que o dermatologista não vê...” foi o título da palestra do clínico geral e coordenador clínico do Centro de Referência em Neurofibromatoses do HC-UFMG, Luiz Oswaldo Rodrigues. Ele apresentou as três doenças genéticas raras que constituem as Neurofibromatoses (NF1, NF2 e Schwannomatose), falou sobre a simplicidade do diagnóstico, na maioria das vezes, ambulatorial (presença de manchas café com leite e de tumores cutâneos) e da evolução das doenças. “As Neurofibromatoses não têm cura, mas têm tratamento”, explicou Luiz Oswaldo, que ainda acrescentou: “a evolução é imprevisível. Essa é a grande dificuldade das famílias”.

A dermatologista Maria de Fátima Borges falou sobre “Anestésicos tópicos na face: como usar”, mostrou os principais anestésicos, como funcionam, histórico, farmacologia e contraindicações. “Quando usamos um anestésico o que queremos é que entre na pele íntegra”, explicou a médica, que apresentou os fatores determinantes para essa entrada do anestésico tópico na pele. Um alerta dado por Maria de Fátima foi sobre a segurança dos medicamentos. De acordo com ela, as fórmulas manipuladas não têm a segurança que a industrializada tem. Concluindo a aula, disse que mais que ausência de dor, a relação entre médico paciente deve ser a melhor possível para dar conforto e segurança a esse paciente.

Finalizando a última Reunião Científica do ano, o dermatologista Daniel Gontijo apresentou um assunto extremamente atual: “Laser em tatuagens”. De acordo com ele, o fato de cada vez mais pessoas estarem fazendo tatuagens tem uma consequência: cada vez mais pessoas querem remover essas tatuagens. Daniel explicou que para cada tipo de tatuagem, amadora, profissional, colorida, existe uma técnica de remoção e uma tecnologia.